O silêncio é a oração dos sábios.

terça-feira, 20 de abril de 2010 Postado por Lindiberg de Oliveira

Já tolerei muitas situações trágicas por não ser compreendido. Dialogar com pessoas que não sabem ponderar ou que não aceitam outra opinião é simplesmente desastroso. Não é raro encontramos gente assim no nicho evangélico, ou seja, gente que em vez de expor aquilo que pensa, empurram goela abaixo suas rasas teologias dogmáticas. Já saí muitas vezes frustrado por não conseguir fazer as pessoas entenderem minhas explanações, por mais que eu traçasse caminhos lúcidos e racionais.

“Não jogue suas pérolas aos porcos” é o conselho do Nazareno, pois “elas serão pisadas”. Isso é Jesus dizendo: não exponha o que você tem de melhor aos tolos, pois, eles não aprovarão aquilo que você diz. Então, o que fazer? Calar a boca seria o ato mais criterioso. Feche a matraca e pare de falar, porque gente desajuizada não é capaz de escutar. Os tolos só escutam o que lhe convém.

Quanto mais argumentamos com o tolo, mais ele se afunda na sua tolice. E sabe por quê? Por que o tolo não ouve, apenas espera para mostrar o que pensa que sabe, fica retrucando, caçando argumentos, e, assim ele rejeita a oportunidade de aprender. Diante do tolo o judicioso é calar a boca. Sim, pois se não fizer, perderá seu tempo. O tolo não aceita a correção. Repreenda o tolo e ele te odiará, perguntará quem é você para que o censure. O tolo desvirtua um diálogo com facilidade, levando você a se irritar e a agir como um tolo também. Tomado pela indiferença e desdém, sua leviandade destrói qualquer diálogo que poderia ter um percurso totalmente saudável. Com o sábio é diferente. Ele aprende com a repreensão e aceita as diferenças. O sábio talvez não concorde com o que você diga, mas, no entanto o respeitará. Quanto mais você o confronta, mais ele aprende e mais sábio ele fica. O que muita gente concordaria não ser o meu caso.

©2010 Lindiberg de Oliveira