Uma leitura literal

quarta-feira, 21 de setembro de 2011 Postado por Lindiberg de Oliveira
Há muito tempo penso em escrever algo relacionado à criação de Deus narrado em Gênesis, demonstrando assim que, as Escrituras nos apresentam uma linguagem mítica e alegórica para descrever a obra prima do Todo Poderoso. O que muitas vezes me impede de escrever sobre esse assunto é uma terrível falta de engenho, o que fatalmente me faria ser nada original – assim como todos os textos desse blog. A maioria dos debates sobre criação e evolução são massivamente cançativos, e não estou disposto a converter ninguém ao que eu penso.

Mas, o caso é que seria de modo geral ingênuo e infantil imaginar que realmente uma cobra literal conversou e ludibriou Eva. É uma atitude preguiçosamente corajosa ir as últimas circunstâncias para provar que realmente o mundo foi feito em seis dias literais, e que havia um fruto literal com nutrientes capaz de me fazer conhecer o bem e o mal.

É tolice insistir que a sacralidade das Escrituras depende da crença na criação em literalmente seis dias. As pessoas que assim pensam, parecem nunca insistir na leitura literal de: “dá a quem pede”, “vende teus bens e dá aos pobres” ou “amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem se desesperar por receber de volta”.

Por que eles não se submetem fazendo as Escrituras dependerem de uma sacralidade numa interpretação literal do Apocalipse?

©2011 Lindiberg de Oliveira