Evangelicalismo

sexta-feira, 6 de agosto de 2010 Postado por Lindiberg de Oliveira

[...] a gente tem que crer que Deus é Deus mesmo, e que Ele cuida de Seu povo. Ou seja: não podemos cair na armadilha do diabo que é nos fazer pensar que "nós" é que cuidamos dos interesses de Deus na Terra. Não. Nós apenas pregamos o reino, e rogamos aos homens que se reconciliem com Deus, visto que Deus já se reconciliou com eles em Cristo.

Veja como o cara se converte e começa logo a orar. No princípio ele crê que tudo vem de Deus. Por isto ele ora. Depois ele começa a crer que tudo vem de um líder, por isto ele segue. Então ele começa a crer que tudo depende da igreja, por isto ele trabalha. Em seguida ele começa crer que tudo depende dele, por isto ele busca ser um líder. A seguir ele crê que tem uma visão incomparável e divina, por isto ele a semeia no mundo. Então ele vê que ela cresceu, por isto ele acha que sua mão tem poder. Chega então a ora em que ele decide, e Deus obedece. Ora, desse ponto em diante ele já é um líder evangélico de responsa, e não ora faz anos e anos, e não chora sozinho há séculos, e não pensa em mais nada que não dê lucro em benefício próprio há muitas eras paleontológicas, e vive para apostar "de quem é o maior" com todos os demais concorrentes no mercado dos egos iluminados pela presunção da divindade.

Então, meu amado, se esse caminho é uma descida, que fazer nele? Subir de volta cansa muito. É melhor seguir a viagem, posto que não fomos chamados para retroceder.

É melhor ser como criança na fé, voltar ao que é simples, enquanto se anda adiante para o que vale.

Pregue a Palavra, e você verá que milhares de evangélicos ainda hão de se converter, e também verá que Deus mesmo saberá o que fazer com todos eles.