O amor primitivo pelo ser

domingo, 11 de outubro de 2009 Postado por Lindiberg de Oliveira
Por Romario Castro
“Só é útil o conhecimento que nos torna melhores.” (Sócrates)
Todos os dias travamos uma luta contra a ignorância ao buscar nos estudos, sabedoria. Quando estudamos, lemos, ou escrevemos estamos trazendo a superfície exterior coisas que antes se escondiam de nós; que além de trazerem uma inspiração para aprender mais ainda. Traz junto uma doce inquietude para buscar sabedoria no ter conhecimento de ser racional.
Quando estudamos, estamos perscrutando, sem perceber, um mundo desconhecido e belo, que nos leva a uma descoberta mais fantástica ainda; o encontro com a sabedoria que liberta o ser de sua ignorância fruto da não busca pela compreensão de seu próprio raciocínio. Esta sabedoria de que tanto falo é o preenchimento das lacunas que começam a ser abertas desde a infância. Quando nos perguntávamos quem somos, por que existimos, ou o que é Deus. Perguntas que produz no ser humano ao decorrer do tempo um aguçamento de suas ideias, uma vazão de seus conflitos racionais, uma luta contra sua própria ignorância.
E na busca por sabedoria, o homem que pensa com visão de mundo espiritual e não só material tem maior possibilidade de achar a verdadeira sabedoria, que conhecemos por sapiência; uma sabedoria maior, pois nos faz entender não só a razão para tudo, mais por que motivo há razão para tudo. Esta busca interior e exterior, nos livros, nas experiências, na ciência, nas Escrituras, nos leva a um grau de entendimento maior sobre a vida, sobre o por que dela, sobre si mesmo, sobre o por que de nosso existir, sobre Deus, e sobre o porque dele ter feito o universo com é; nos conduzindo a arrancar todos os pontos de interrogações da mente, levando duvidas e trazendo perguntas que quereremos responder.
E não render-se a esta busca por sabedoria, a este amor primitivo do ser pela sophia, é sem duvida manter-se ignorante a própria existência. Na verdade não se deve amar o conhecimento como se fosse um ser, mas, nele adentrar-se o buscando no interior e exterior como uma parte que nos falta. Esta luta do homem consigo mesmo a favor da razão, negando a ociosidade da ignorância, é na verdade uma madureza para ele se ver como humano completo no mundo.
Na busca por sapiência o ser humano se ver no limiar de entender a razão pelo qual Deus fez a vida e o universo tão complexo e literalmente natural para o homem ter a capacidade de se entender como um ser racional que pensa entre outros que não pensam. O ser humano que é movido por sua ignorância ainda vive na idade primitiva e sua razão de existir ainda é uma pedra a ser lapidada pelo tempo.
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